Descrição Biocultural
Indicação Biocultural: O uso de fibras vegetais para a produção de artefatos no Brasil está associado a culturas indígenas que desenvolveram técnicas de secar, trançar e costurar com vários estilos diferentes. Dentre estes está o paneiro, o qual dependendo de seu uso apresenta formas, traçados e tamanhos variados. Na Amazônia, esse objeto faz parte do cotidiano das populações locais, sendo importante no transporte da mandioca e de outras cargas, servindo para armazenar e embalar diversos produtos vendidos nos mercados e feiras livres como os frutos do açaí e miriti; verduras; carregamento do pescado como peixe e caranguejo. Ademais, em algumas comunidades do estuário paraense, a produção de paneiros, atividade exercida por homens e mulheres, se configura como a principal fonte de renda para os moradores. Muitas espécies são reconhecidas pelo uso de suas fibras na confecção destes objetos, como é o caso do Miriti utilizado pela artesã Antônia Miranda, que desde os cinco anos de idade confecciona paneiros para brincar. Esta senhora usa as talas (parte mais externa do pecíolo) na base e ao redor do paneiro para dar mais dureza e consistência para carregar frutos ou outros itens. As fibras são produzidas da Envira ou Grelo (folha que ainda está fechada). Além do paneiro, tais fibras servem ainda para a produção de armações de cordas e trançados em geral.
Nome da planta - objeto - produto
Cestaria de Miriti (D. Antônia) MIRITI
Número de Registro Etno
MFS_000718_etn
Referências
SANTOS, R. S.; COELHO-FERREIRA, M. Artefatos de miriti (Mauritia flexuosa L.f.) em Abaetetuba, Pará: da produção à comercialização. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Belém-PA, v. 6, n. 3, p. 559-571, 2011.
Categoria
País
Estado
Município
Local da Obtenção
Associação dos Artesãos Produtores de Artesanato de Miriti, Algodoal, Abaetetuba-PA.
Matéria prima
Partes Usadas
Família e Nome Científico
Doador
Ano de Entrada
2022






